Cordel da segurança - Juliana Matos

CORDEL DA SEGURANÇA

Assunta bem essa prosa
Que eu vou aqui contar
Meu cumpádi falou: “Homi,
Dinheiro fácil eu vou ganhar
É só mandar os dados
Do meu cartão e esperar
Num instante tô voando
Pras praia lá em Madagascar”

Eu disse: “Vixe, tu é leso, cabra?
Tabacudo tu não é
Liso tu vai ficar
Quando essa senha tu der
Estão tentando te embromar
Eles vão te marretar
Tu vai ficar aperriado
Arreda pé e vá se informar

Quer um banco arretado?
No Pag! a conta é digital
Calote lá não tem brecha
Os disgramado se dá mal
O banco é muito pai d’égua
Pelo aplicativo tudo tu faz
Não te deixa num nó cego
E até cultura tem, rapaz!